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Avatar de Maria Luísa

Obrigada pelo serviço público e também por desmistificares esta moda da literacia financeira. Não é que não seja importante perceber de finanças, claro que é, mas sinto que nos últimos anos surgiu uma tendência que deturpa um pouco a ideia da literacia financeira. E se, no caso da falácia da meritocracia, já não cai tanta gente, no discurso fácil da literacia financeira acho que é diferente. Muita gente cai. Por exemplo, quando o senhor do programa Contas Poupança fala em poupanças de valores que parecem pequenos, mas que são muito na economia das famílias, e como essa poupança, quando nasce um filho, se for aplicada num ativo financeiro qualquer se vai multiplicar e, quando o filho tiver 28 anos, já terá uns milhares de euros, dinheiro para dar entrada numa casa e por aí fora. Sabe lá ele como vão estar os preços das casas daqui a 30 anos.

Mas pior é achar que uma família portuguesa com baixos rendimentos, que são a maioria, e não falo só do salário mínimo, porque até o chamado salário médio é um rendimento baixo tendo em conta o custo de vida, consegue pôr de lado umas centenas de euros por mês. Enfim, é mais um daqueles casos em que se tenta vender uma ideia que roça a lavagem cerebral.

Avatar de André Martinho

Obrigado por este artigo Vicente, bem explicado e fundamentado. As fontes e gráficos ajudam muito.

Não estava a par de impostos praticados sobre a riqueza em Espanha e na Suíça, irei procurar mais. Mas vejo que não incluíste o caso dos Países Baixos, que é para mim um bom exemplo de como taxar riqueza. Deixo um link do ministério das finanças holandês sobre como é calculado:

https://www.belastingdienst.nl/wps/wcm/connect/en/income-in-box-3/content/box-3-provisional-assessment-2025

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